Hoje eu acordei sorrindo, mostrando os dentes pro sol e os olhos fechados de alegria. Um setimento pleno, diferente, gostoso, mas com lembrança tão boas quanto a perfeição da mãe natureza. Lembrei do meu tempo de criança onde nada era realidade, tudo era de mentirinha, faz de conta que sou a mãe, faz de conta que sou a filha, faz de conta sou a professora, faz de conta que a Barbie gostava do Boby, faz de conta que esse lençol é a nossa casinha, faz de conta que a nossa casa é o universo e o meu quarto é a Terra com florestas lindas pra desbravar no meu mundinho de faz de contas. Também lembrei da minha pré-adolescência, dos garotos que eu escrevia os nomes na minha agendinha e no caderno, mas que eles não podiam ver, engraçada essa fase, daquele garotinho que passava e o coração batia mais forte, daí era mais um coraçãozinho na agenda pra ele, ainda lembro daquela casinha de boneca feita com meu lençol e a Barbie e o Boby eram namorados, mas queriam casar e ter filhos, a vida já não era mais tanta mentirinha, as florestas daquele mundo que era meu quarto já estavam sendo devastadas e o universo já não era mais visto. Na adolescência.. aaah a adolescência, o primeiro beijo, o primeiro namorado e não existe mais Barbie e Boby, não existe mais florestas, nem o universo é mais lembrado, as chateações das matérias do colégio, os amores e paixões não mais de mentirinha, pra valer e qualquer vacilo pode te comprometer, tentativas frustradas e bem sucedidas de agir com maturidade e como se adulto fosse, amigos marcantes, inimigos marcantes, mas que no final se torna apenas alguém indiferente do seu dia-dia, choros de verdade, não por brinquedos, por erros, acertos, vitórias, castigos, prestígios, perdas, ganhos, amores, desamores, ilusões, paixões, obsessões, notas, amigos, tudo, uma fase que dura e que eu aproveitei cada segundinho e aprendi com todos os erros e acertos. Hoje eu não sei se sou adulta, prefiro me chamar de jovem, não sei se certo, vivo entre a adolescência e a "adulteza", é tão louco isso, quero ser alguém em plena felicidade e viver num mar de lembranças vivas até hoje no meu peito e na minha memória, mas tem horas que as responsabilidades da "adulteza" não me deixa e as lembranças acabam ficando dentro da minha gaveta mesmo. Mas quando posso abro a gaveta e as tiro de lá e sinto como se estivessem mais vivas ainda e as cultivo para ensinar àqueles da próxima geração a ver em casa um universo e no seu quarto um planeta com florestas pra desbravar. Eu costumo chamar essa tal nostalgia de Felicidade!
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
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